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A ex-jornalista profissional portuguesa de origem grega Sarah Adamopoulos (Roterdão, 1964) tem-se dedicado sobretudo aos livros desde 2009. Publicou Liceu de Camões – 100 anos, 100 testemunhos (Quimera, 2009), a História centenária daquele liceu lisboeta e uma investigação sobre um século de Escola Pública portuguesa; Nicolau Breyner (Planeta, 2010), uma biografia oficial do popular actor português, encomendada por ocasião dos seus 50 anos de carreira; e Voltar – memória do colonialismo e da descolonização (Planeta, 2012), trabalho de investigação historiográfica, com recolha de testemunhos, sobre a descolonização portuguesa.

Tendo-se descoberto especialmente vocacionada para o trabalho editorial, gosta de fazer (imaginar, conceber, escrever, coordenar equipas de produção editorial, editar, traduzir, por vezes rever) livros, revistas e publicações de toda a sorte (em suporte analógico ou digital), e está por essa razão sempre interessada em propostas desafiantes relacionadas com os ofícios editoriais.

Foi responsável pelas edições da Companhia de Teatro de Almada e do Festival de Almada, tendo trabalhado com Joaquim Benite e, depois do seu desaparecimento, com o seu sucessor, Rodrigo Francisco. Em 2016, concebeu, investigou, escreveu e coordenou a equipa que ajudou a realizar A Cidade do Teatro, edição comemorativa pelos 20 anos da Mostra de Teatro de Almada, iniciativa conjunta da Associação Ninho de Víboras e da Câmara Municipal de Almada.

Como jornalista de imprensa, integrou o quadro redactorial do semanário O Independente (um jornal surgido em 1988 que constituiu uma experiência de ruptura inédita e até à data irrepetida na História recente do jornalismo português) entre 1989 e 1995, e foi depois disso colaboradora regular de várias publicações – designadamente das chamadas revistas de fim-de-semana dos jornais portugueses (Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Público e Expresso). Teve colaboração especialmente profícua e regular com a Notícias Magazine, distribuída ao domingo com as edições dos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias (2004-2010), e também com a revista mensal PAIS&Filhos (1998–2010), tendo publicado dois livros que compilaram o melhor da sua escrita cronística em torno da parentalidade, da pedagogia e da infância. Fez reportagem freelance com alguns dos mais significativos fotógrafos e fotojornalistas portugueses, caso de Céu Guarda, Sandra Rocha, António Júlio Duarte, Pedro Azevedo, Raúl Cruz, ou ainda o fotógrafo e artista-plástico francês Clément Darrasse.

Em 2009 recebeu o Prémio Europeu de Inovação Social em Jornalismo, distinção atribuída pela União Europeia que premiou um trabalho de reportagem sobre as políticas e práticas de integração de imigrantes em Portugal.

Trabalhou também em televisão (Zero de Audiência, produzido pela Latina Europa para a RTP2 – 1994) e em rádio, tendo sido autora e apresentadora do programa semanal Cibéria (XFM e depois TSF, 1997–1998). Foi ainda colaboradora de José de Almeida, pioneiro na criação (webdesign, programação e escrita) de conteúdos jornalísticos para a web em Portugal (1996–1999).

Como escritora, publicou vários livros, entre os quais A vida alcatifada (1997), Viver mata (2000) e Fado menor (2005), uma novela sobre o século XX português cujo projecto de escrita teve o apoio do então Ministério da Cultura, através de um programa de incentivo à criação literária do então Instituto do Livro e das Bibliotecas (bolsa atribuída em 2002). Tem sempre poemas e peças de teatro na cabeça.

Traduziu Albert Cossery (Uma ambição no deserto, Antígona 2003), Boris Vian (Boris Vian por Boris Vian, Fenda 2006) e os livros de História económica O capital no século XXI (Temas&Debates, 2014), do académico francês Thomas Piketty e Os fracos são os que sofrem mais? (Marcador, 2016), de Yanis Varoufakis. No prelo, por iniciativa do Museu Marítimo de Ílhavo, em parceria com a E-primatur, tem uma tradução do ensaio The Sea – a cultural history, de John Mack.

Pensa que a Educação e a Cultura são os grandes motores de mobilidade social e dois caminhos certos para o desenvolvimento das sociedades.

De família paterna francófona, teve uma educação bilingue, embora a sua aproximação à escrita se tenha feito na Língua materna, por via do jornalismo. Viveu em França entre 1985 e 1988, onde estudou Literatura. Bilingue Português/Francês, lê, fala e escreve também em Inglês – ou deveríamos chamar-lhe Globish? Vive em Lisboa, Portugal, Europa, e pode ser contactada através do endereço sarah.adamo (at) Google Mail

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